A Câmara de Vereadores de Rio Largo instalou Comissão Especial de
Inquérito (CEI) para apurar denúncias de improbidade administrativa
contra o prefeito Gilberto Gonçalves (PP).
A denúncia contra o
gestor foi aceita na última quinta-feira (30). O chefe do Executivo já
foi cassado do cargo no ano passado por outro processo, mas teve o
mandado devolvido pela Justiça.
Pesam
contra o prefeito as denúncias feitas pela procuradora do Município
Karla Brandão Muniz Formiga de Carvalho de que há indícios de que o
prefeito teria firmado, sem anuência da Procuradoria, contratos de
locação de máquinas pesadas para reforma de escolas e compra de
materiais de construção. O valor do contrato teria sido de R$ 20 milhões
e fechado com, pelo menos, duas empresas que funcionariam apenas de
fachada.
O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) também investiga as denúncias,
tanto no âmbito cível, quanto criminal. O procurador-geral de Justiça,
Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, instaurou Procedimento
Investigatório Criminal (PIC) para apurar criminalmente a
responsabilidade do gestor municipal.
A CEI instalada na Câmara de
Rio Largo é presidida pela vereadora Patrícia Pinto (PSDB) e tem como
relator o vereador Romildo Calheiros (PSC). A vereadora Daniela Pagão
(MDB) completa a comissão.
Pelas redes sociais, o prefeito
Gilberto Gonçalves afirmou que tudo se trata de "jogada política
articulada pela Câmara, com o objetivo de atrapalhar o avanço de Rio
Largo". Ele chamou as denúncias de infundadas e disse confiar no
Judiciário. Gonçalves afirmou que representou criminalmente a
procuradora.