O pai do bebê de dois meses que morreu após ser violentado negou o
abuso sexual e alegou que "perdeu a cabeça". A informação foi confirmada
pelo delegado Eduardo Méro, coordenador da Delegacia de Homicídios e
Proteção à Pessoa (DHPP), em entrevista à TV Pajuçara.
Ainda
segundo o delegado, em depoimento o pai disse que deu umas palmadas no
bebê, mas não lembra detalhes do ocorrido. O bebê faria dois meses nesta
terça-feira (1º) e morreu nessa segunda-feira (31) após ser abusado
sexualmente pelo pai, no bairro do Bom Parto, em Maceió.
Além
do acusado, a mãe e a avó do bebê de dois meses foram ouvidas nesta
terça, na Delegacia dos Crimes contra Crianças e Adolescentes da Capital
(DCCCA), e depois foram liberadas para providenciar o velório da
criança.
Testemunhas também prestaram depoimento e relataram
que ouviram os gritos do bebê e correram para socorrer. Uma vizinha
conta que o pai aumentou o volume da televisão para tentar abafar os
gritos da criança e, ao chegar no local, a vítima já estava rouca de
tanto gritar.
"Eu estava na casa da minha irmã e minha cunhada
chegou gritando pedindo para chamar a Samu. Quando cheguei na casa, elas
estavam tentando reanimar o bebê. No desespero, peguei a criança e
corri para o hospital", contou uma das vizinhas que preferiu não se
identificar.
Os vizinhos relataram ainda que o acusado era
agressivo com o bebê e com a família. Além disso, no momento da prisão,
ele não teria esboçado nenhuma reação e nem demonstrado arrependimento. O
delegado informou ainda que existem relatos que outros abusos tenham
sido cometidos contra o bebê.
O caso
De
acordo com a Polícia Civil, as suspeitas são de que a morte do bebê foi
por traumatismo craniano. Material biológico tanto do pai - que deve
responder por homicídio qualificado e também por estupro de vulnerável -
quanto da criança foram solicitados para investigar para detalhes sobre
o crime.
A Polícia Militar (PM) foi acionada para a ocorrência
quando o bebê deu entrada na unidade de saúde Dayse Breda, na Levada, já
em óbito, apresentando sinais de violência sexual e física. A criança,
conforme a PM, estava com um olho inchado, hematomas no braço, além de
apresentar lesões graves nas partes íntimas.
Por Livia Leão