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Em meio a alta do preço do arroz, que obrigou o governo federal a
zerar a alíquota do imposto de importação para o grão em casca e
beneficiado, a safra do produto em Alagoas para este ano registrou uma
retração de 15,3%, segundo estimativa divulgada na semana passada, pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo
com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de agosto
divulgado pelo órgão, o Estado deve colher este ano 17,04 mil toneladas
de arroz, contra as 20,13 mil toneladas colhidas na safra passada. Em
números absolutos, são mais de 3,08 mil toneladas a menos entre uma
safra e outra.
Já para a safra de feijão -
outro produto que teve o preço elevando nas últimas semanas -, o IBGE
estima um crescimento de 31% este ano, na comparação com o ano passado.
Pelo levantamento do órgão, Alagoas deve colher 13,03 mil toneladas do
grão, contra as 9,9 mil toneladas registradas na safra do ano passado.
Em números absolutos, o aumento representa 3,08 mil toneladas a mais.
A
soja, matéria-prima para a produção do popular óleo de cozinha - outro
produto que registrou alta no preço nos últimos dias - registrou a maior
retração, segundo as estimativas do IBGE. Para este ano, Alagoas deve
produzir 4,8 mil toneladas do grão, um tombo de 69,2% em relação às 15,6
mil toneladas produzidas na safra passada.
No geral, o IBGE
estima que a safra alagoana de grãos deste ano atinja 101,2 mil
toneladas, um aumento de 5,6% em relação às 95,9 mil toneladas
produzidas no ano passado. Segundo o órgão, o avanço é consequência do
aumento de 44,9% na área plantada, que saltou de 45,8 mil hectares no
ano passado, para 66,4% mil hectares este ano.
Em todo o País, a
safra de cereais, leguminosas e oleaginosas este ano deverá ser recorde,
estimada em 251,7 milhões de toneladas, ou seja, 4,2% superior à
registrada no ano passado, de 241,5 milhões de toneladas.
Em
relação à produção, são estimadas altas de 6,6% para a soja, de 7,2%
para o arroz, de 0,3% para o algodão, de 38% para o trigo e de 6,1% para
o sorgo. São esperadas quedas, no entanto, para o milho, de 0,4%, e
para o feijão, de 2,9%.