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| Reprodução |
A eleição de 2026 também serviu para colocar à prova a estrutura das emissoras de televisão de Alagoas. Os debates e sabatinas realizados ao longo da campanha mostraram que nem sempre uma grande marca nacional significa, na prática, uma grande entrega local.
E aqui é preciso reconhecer um trabalho que merece elogio: o da TV Pajuçara/Record.
A emissora, que nos últimos anos vem consolidando sua presença na cobertura política, conseguiu apresentar um debate com uma identidade visual organizada e uma estrutura pensada para o formato. Mesmo utilizando o mesmo estúdio dos telejornais, houve uma preocupação em transformar o espaço para receber o debate, mantendo um padrão visual e trazendo uma jornalista da rede Record para a condução.
A escolha de uma profissional de fora também deu ao programa um ar diferente. Passou a sensação de que se tratava de um evento eleitoral, e não simplesmente de mais uma edição de um jornal local.
Nem tudo foi perfeito. A trilha sonora e a vinheta ficaram abaixo do que a própria Pajuçara já entregou em outros momentos. A emissora já teve uma identidade muito mais forte nesse aspecto. E o piso do cenário, que aparentava uma lona mal esticada, também destoou do restante da montagem.
Mas são detalhes que não apagam o resultado final.
Na Band "Gambiarra" Alagoas, a impressão foi outra.
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| Reprodução/Band AL |
O debate realizado fora de um estúdio próprio, na Associação Comercial de Maceió, acabou deixando uma sensação de improviso. A estrutura não ajudou e o áudio foi um dos pontos mais problemáticos. Para televisão, especialmente em um debate eleitoral, áudio ruim compromete completamente a experiência de quem está assistindo.
Também faltou um rosto mais familiar ao público alagoano na condução. A Band optou por Cynthia Martins, da rede, uma escolha tecnicamente compreensível, mas que para o telespectador local acabou parecendo uma profissional pouco conhecida por aqui.
A emissora tem uma tradição nacional em debates eleitorais. Justamente por isso, era razoável esperar uma entrega tecnicamente mais próxima do padrão que a marca Band costuma apresentar.
Na TV Gazeta, o problema foi diferente.
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| Reprodução/TV Gazeta |
O debate aconteceu dentro da estrutura tradicional da emissora, no mesmo ambiente utilizado pelos telejornais. A montagem funcionou, mas faltou aquele esforço de transformar o espaço em um produto eleitoral com identidade própria.
Na apresentação, Amorim Neto ficou responsável pela condução. E, particularmente, achei uma escolha fraca. Mesmo sendo uma boa escolha, já que ele é pernambucano, sendo o único na emissora "Neutro" Politicamente falando, o programa exigia um apresentador com mais domínio daquele tipo de confronto e maior segurança diante das câmeras.
A Gazeta tinha estrutura, tradição e uma equipe experiente. Ainda assim, o resultado poderia ter sido muito melhor.
Na TV Ponta Verde, a situação também não convenceu.
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| Reprodução/TV Ponta Verde |
O estúdio foi o mesmo utilizado habitualmente pela emissora e Fábio Araújo, na minha avaliação, demonstrou nervosismo e desconforto na condução. Debate eleitoral exige uma postura diferente de um telejornal tradicional. O apresentador precisa controlar tempo, tensão, interrupções e candidatos que estão ali justamente para provocar o adversário.
Talvez a emissora pudesse ter apostado em um apresentador de fora, alguém acostumado a mediar debates políticos, deixando a apresentação menos presa ao formato habitual da programação local.
E chegamos à TV Asa Branca.
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| Reprodução/TV Asa Branca AL |
Se Você por ventura, conseguiu sintonizar o canal 28.1 ou acompanhou pela internet encontrou um debate tecnicamente interessante. A emissora seguiu uma identidade muito próxima do padrão Globo, com boa qualidade de imagem e áudio. O cenário não era propriamente o estúdio habitual da emissora, mas o conjunto funcionou.
Porém, alguns erros impediram que a Asa Branca chegasse ao primeiro lugar nesta avaliação.
Durante a entrevista com JHC no final houve uma falha de transmissão. Nesse caso, é preciso reconhecer que problemas de internet podem acontecer e nem sempre estão sob controle da equipe.
O problema mais difícil de justificar veio depois: quando Renan Filho apareceu, houve erro na tarja de um erro amador.
E aí não dá.
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| Imagem de Telespectador |
Um erro amador não passa despercebido, o pior foi a demora pra concertar. Um problema de conexão pode acontecer. Uma falha técnica pode acontecer. Mas colocar a tarja errada dizendo que o debate que estava terminando ia começar durante a participação de um candidato é um erro que deveria ser evitado pela checagem da produção.
No balanço, a TV Asa Branca teve uma transmissão tecnicamente boa, mas acabou perdendo pontos justamente nos detalhes.
No fim das contas, olhando para o conjunto de debates e sabatinas desta eleição, minha avaliação é positiva. As emissoras alagoanas mostraram esforço, estrutura e disposição para colocar os candidatos diante do eleitor.
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| Imagem de Telespectador |
Mas, entre erros e acertos, quem melhor entregou o pacote completo foi a TV Pajuçara.
Não foi perfeita. A vinheta poderia ser melhor, a trilha também e aquele piso precisava de uma atenção especial.
Ainda assim, houve organização, identidade visual, escolha de mediação e uma estrutura que passou a sensação de um verdadeiro produto eleitoral.
Por isso, neste quesito específico — debate e sabatina nas eleições de 2026 — fica o reconhecimento:
Parabéns, TV Pajuçara. Foi, na minha
avaliação, a melhor emissora de Alagoas neste primeiro turno.