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Bovespa se Recupera com Ganho de 7% Após Queda Histórica, e Dólar Registra Maior Declínio desde 1998, Atingindo R$ 4,64

Por: Everson Felipe
Publicado em 10/3/2020
Pixabay

Na terça-feira, 10 de março, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, conhecida como B3, registrou um notável aumento, recuperando parte das perdas do dia anterior. Esse desempenho ocorreu em meio às expectativas de ações coordenadas entre governos e bancos centrais em todo o mundo, destinadas a apoiar as economias diante da propagação do novo coronavírus. O Ibovespa avançou 7,14%, alcançando a marca de 92.214 pontos. Durante o dia, o índice atingiu sua máxima de 92.230 pontos e sua mínima de 86.070 pontos.

No dia anterior, a Bolsa enfrentou uma queda significativa de 12,17%, a maior desde o ocorrido há mais de duas décadas. Esse declínio foi motivado por uma ampla agitação nos mercados globais, exacerbada pela brusca queda nos preços do petróleo, o que acrescentou mais turbulência e aumentou os temores de uma recessão global.

Após uma queda de quase 30% na segunda-feira, que resultou em uma diminuição de valor de mercado de aproximadamente US$ 91 bilhões, a Petrobras se destacou com um notável aumento na terça-feira, com as ações preferenciais subindo 9,41% e as ordinárias avançando 8,51%. As ações da Vale também apresentaram um aumento significativo de 18,45%.

No mercado cambial, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,6447, registrando uma queda de 1,77%.

Internacionalmente, as bolsas de valores na Europa e nos Estados Unidos também demonstraram recuperação. Os preços do petróleo se recuperaram após uma queda de quase 25% no dia anterior, desencadeada por uma guerra de preços entre os principais produtores, a Arábia Saudita e a Rússia, que provocou a maior queda diária desde a Guerra do Golfo em 1991. Os investidores direcionaram sua atenção para possíveis estímulos econômicos e os sinais de que as conversas entre a Rússia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) continuavam, com o objetivo de evitar a guerra de preços.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira que tomaria medidas substanciais para proteger a economia do país dos impactos da disseminação do coronavírus. Ao mesmo tempo, o governo do Japão planejou gastar mais de US$ 4 bilhões em um segundo pacote de medidas para lidar com a situação relacionada ao vírus. Essas perspectivas de maiores gastos governamentais ajudaram os investidores a superar as crescentes restrições à atividade econômica, incluindo medidas de contenção em vigor na Itália.

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