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| Foto: Laura Menezes |
Viúva do bacharel em Direito José
Benedito Alves de Carvalho, assassinado nessa terça-feira (9), a
advogada Maricélia Schlemper disse que pediu ao Juízo da 22ª Vara da
Família, no Fórum de Maceió, para que a audiência de conciliação do
processo de divórcio fosse realizada de maneira virtual, mas seu
requerimento não foi atendido.
O motivo para o pedido era o medo
de ser vítima de atentado praticado pelo italiano Pasquale Palmeri, de
75 anos, uma vez que, segundo ela, teria sido jurada de morte três
vezes.
Bastante emocionada pelo crime, ela concedeu entrevista à
TV Pajuçara, na manhã desta quinta-feira (11), durante o velório do
marido. Ela fez um apelo para que a Justiça seja feita, o caso não fique
impune e o suspeito permaneça na cadeia por um longo período, por temer
ser a próxima vítima a ser morta.
“Quero pedir que este monstro
não seja liberado, porque eu e a ex-mulher dele seremos os próximos
alvos dele. Já tinha sido ameaçada de morte outras três vezes, comentei
isso com o meu marido, mas ele desconversou, pedindo para eu não
desistir do caso, porque a minha cliente precisava de alguém que fizesse
justiça por ela”, afirmou a advogada.
Maricélia diz acreditar
que a audiência de conciliação, solicitada pelo italiano, só foi
agendada após uma movimentação no processo. Ela pensa que a parte pode
ter se sentido incomodada, quando a Justiça determinou que um
apartamento fosse liberado para usufruto da cliente.