![]() |
| Foto: Globo/Alex Carvalho |
O ator estava internado havia 20 dias e faleceu em
decorrência de uma pneumonia. Há mais de 20 anos, ele sofria de Mal de
Parkinson.
Paulo José deixa esposa e quatro filhos: Ana, Bel e
Clara Kutner, de seu relacionamento com a atriz Dina Sfat, além Paulo
Henrique Caruso.
No ano de 2020, três dos quatro irmãos de Paulo morreram de câncer. Ele era o segundo filho de uma família de cinco irmãos.
Trajetória
Em
mais de 60 anos de carreira, Paulo José marcou a dramaturgia brasileira
com trabalhos fundamentais para o teatro, o cinema e a TV. Teve
personagens inesquecíveis, mas também dirigiu e participou da criação de
diversas obras.
Mesmo depois de descobrir o Mal de Parkinson,
doença que o acompanhou por mais de 20 anos, ele sempre se preocupou com
a valorização do ofício de ator. Ele lutou pela regulamentação da
profissão no final dos anos 70.
Paulo José Gómez de Souza nasceu
em Lavras do Sul (RS), no dia 20 de março de 1937. Ele teve seu primeiro
contato com o teatro na escola em Bagé, aos dez anos de idade.
Paulo
José mudou-se com a família para Porto Alegre e prestou vestibular para
Medicina e, depois, Arquitetura, mas já começou a carreira no teatro
amador.
Ele se mudou para São Paulo no início da década de 60,
onde começou a trabalhar com o revolucionário Teatro de Arena - lá ele
foi ator, contrarregra, assistente de direção, produtor, diretor
musical, cenógrafo e figurinista.
Sua estreia atuando no palco
foi em 1961, na peça "Testamento de um cangaceiro". Já no cinema, ele
estreou em 1965, no filme "O padre e a moça", de Joaquim Pedro de
Andrade.
Nos anos 60 ele atuou em diversos filmes importantes
para o Cinema Novo, como "Macunaíma", de Joaquim Pedro de Andrade, e
"Todas as mulheres do mundo", de Domingos Oliveira.
Paulo José estreou na TV Globo em 1969, começando uma série de trabalho marcantes por mais de quatro décadas.
A primeira novela foi ‘Véu de Noiva’, de Janete Clair, em 1969. Seu primeiro personagem marcante foi o mecânico-inventor Shazan.