| Reprodução |
Após pagar R$ 3,2 milhões pela novela bíblica "Os Dez
Mandamentos", de 2015, a TV Brasil, rede pública do governo federal,
comprou mais um folhetim da Record TV, rede pertencente a Edir Macedo,
apoiador do presidente Jair Bolsonaro.
Nesta quarta-feira (12), a
TV Brasil põe no ar, às 20h, a versão da Record de "Escrava Isaura",
produzida em 2004, com Bianca Rinaldi e Leopoldo Pacheco. A
direção-geral coube ao mesmo Herval Rossano (1935-2007) que comandou a
versão original, com Lucélia Santos, adaptada por Gilberto Braga em
1976.
A TV Brasil justifica a exibição alegando que "Os Dez
Mandamentos" fez crescer a audiência do canal, progresso que a emissora
informou ser de 25%. Além de a produção bíblica ferir a premissa de
estado laico, cabe perguntar: qual a utilidade social ou educacional de
levar a uma emissora sustentada por dinheiro público uma produção que já
teve várias oportunidades de ser vista em outra TV aberta?
A TV
Brasil, assim como a TV Cultura, costuma comprar produções de outros
canais, mas não da TV aberta. Em geral, os canais públicos brindam sua
plateia com conteúdos até então restritos a serviços pagos, dando-lhe a
oportunidade de assistir ao que ainda não pode ver em emissoras por
assinatura.
Os últimos capítulos da saga de Moisés, já reprisada
pela Record por mais de duas vezes, estarão na tela da TV Brasil nesta
segunda (10) e terça-feira (11), às 20h30.
Já "Escrava Isaura", romance de Bernardo Guimarães, ganhou assinatura de Tiago Santiago e Anamaria Nunes na Record.
A
TV Brasil é Retransmitida em Maceió e chega a Atalaia Através da TV
Ufal canal 8.1 que é afiliada da Rede Brasiliense no Estado.