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Quadrilhas juninas em Atalaia: a tradição que dança ao som do São João

Por: Everson Felipe
Publicado em 1/6/2026
Reprodução

Em Atalaia, Alagoas, o período junino é muito mais do que uma época de festas. É um momento em que a cultura popular ganha as ruas, as comunidades se reúnem e as quadrilhas juninas transformam música, dança e tradição em espetáculo.

Entre os grupos que fazem parte dessa história estão a Asa Branca e a Sanfona do Rei, quadrilhas que representam a força do movimento junino no município e ajudam a manter viva uma das manifestações culturais mais populares do Nordeste.

A quadrilha junina nasceu ligada às festas de São João e, ao longo dos anos, ganhou novas formas de apresentação. Os antigos passos e personagens continuam presentes, mas cada grupo acrescenta sua própria identidade por meio de figurinos, coreografias, cenários e histórias.

Asa Branca

A Asa Branca carrega no próprio nome uma referência profundamente ligada à cultura nordestina. A expressão remete à ave que simboliza o sertão e também à famosa canção de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, considerada um dos grandes símbolos musicais do Nordeste.

Dentro da tradição junina, uma quadrilha com esse nome representa a ligação com as raízes do povo nordestino, com o sertão, a música regional e as festas populares.

As apresentações de uma quadrilha como a Asa Branca não são apenas momentos de dança. Cada entrada, cada coreografia e cada figurino contribuem para contar uma história e transmitir ao público elementos da cultura nordestina.

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Sanfona do Rei

A Sanfona do Rei também carrega em seu nome um dos símbolos mais importantes do São João: a sanfona.

O instrumento é inseparável da história do forró e das festas juninas. Ao lado do triângulo e da zabumba, a sanfona ajudou a construir a sonoridade que se tornou característica do Nordeste.

O nome Sanfona do Rei, Portanto para quem acompanha uma apresentação de quadrilha, o espetáculo pode parecer apenas uma disputa. Mas, por trás dos minutos apresentados na arena, existe o trabalho, traduz a relação entre a quadrilha e a música que embala os festejos juninos. É uma identidade que aproxima dança, forró e cultura popular.

Muito além da competição

Para quem acompanha uma apresentação de quadrilha, o espetáculo pode parecer apenas uma disputa. Mas, por trás dos minutos apresentados na arena, existe o trabalho de muitas pessoas.

São meses de ensaios, preparação de figurinos, criação de coreografias, escolha de músicas, construção de cenários e dedicação dos brincantes. Crianças, jovens e adultos participam desse processo, transformando a quadrilha em um espaço de convivência e aprendizado.

É também por meio dessas experiências que novas gerações conhecem e valorizam as tradições de seus antepassados.

A força do São João de Atalaia

A presença de grupos como Asa Branca e Sanfona do Rei ajuda a compreender a importância das quadrilhas para a cultura de Atalaia.

Em 2026, a Prefeitura de Atalaia realizou o Pré-Junino do Interior, com participação de quadrilhas juninas e atrações de forró pé de serra, reforçando a importância das manifestações tradicionais dentro do calendário cultural do município.

Assim, cada quadrilha que entra na arena leva consigo muito mais do que uma coreografia. Leva o nome de uma comunidade, o esforço de seus integrantes e a memória de uma tradição que continua sendo renovada.

A Asa Branca e a Sanfona do Rei fazem parte desse universo em que a dança encontra a música, a tradição encontra a juventude e Atalaia encontra no São João uma das formas mais bonitas de celebrar sua cultura.


Fontes

Prefeitura Municipal de Atalaia — registros da programação junina e do Pré-Junino do Interior.

Fundação Joaquim Nabuco — estudos sobre manifestações da cultura popular nordestina.

Universidade Federal de Alagoas (UFAL) — pesquisas sobre cultura popular e manifestações folclóricas de Alagoas.


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