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Em Atalaia, Alagoas, o período junino é muito mais do que uma época de festas. É um momento em que a cultura popular ganha as ruas, as comunidades se reúnem e as quadrilhas juninas transformam música, dança e tradição em espetáculo.
Entre os grupos que fazem parte dessa história estão a Asa Branca e a Sanfona do Rei, quadrilhas que representam a força do movimento junino no município e ajudam a manter viva uma das manifestações culturais mais populares do Nordeste.
A quadrilha junina nasceu ligada às festas de São João e, ao longo dos anos, ganhou novas formas de apresentação. Os antigos passos e personagens continuam presentes, mas cada grupo acrescenta sua própria identidade por meio de figurinos, coreografias, cenários e histórias.
Asa Branca
A Asa Branca carrega no próprio nome uma referência profundamente ligada à cultura nordestina. A expressão remete à ave que simboliza o sertão e também à famosa canção de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, considerada um dos grandes símbolos musicais do Nordeste.
Dentro da tradição junina, uma quadrilha com esse nome representa a ligação com as raízes do povo nordestino, com o sertão, a música regional e as festas populares.
As apresentações de uma quadrilha como a Asa Branca não são apenas momentos de dança. Cada entrada, cada coreografia e cada figurino contribuem para contar uma história e transmitir ao público elementos da cultura nordestina.
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Sanfona do Rei
A Sanfona do Rei também carrega em seu nome um dos símbolos mais importantes do São João: a sanfona.
O instrumento é inseparável da história do forró e das festas juninas. Ao lado do triângulo e da zabumba, a sanfona ajudou a construir a sonoridade que se tornou característica do Nordeste.
O nome Sanfona do Rei, Portanto para quem acompanha uma apresentação de quadrilha, o espetáculo pode parecer apenas uma disputa. Mas, por trás dos minutos apresentados na arena, existe o trabalho, traduz a relação entre a quadrilha e a música que embala os festejos juninos. É uma identidade que aproxima dança, forró e cultura popular.
Muito além da competição
Para quem acompanha uma apresentação de quadrilha, o espetáculo pode parecer apenas uma disputa. Mas, por trás dos minutos apresentados na arena, existe o trabalho de muitas pessoas.
São meses de ensaios, preparação de figurinos, criação de coreografias, escolha de músicas, construção de cenários e dedicação dos brincantes. Crianças, jovens e adultos participam desse processo, transformando a quadrilha em um espaço de convivência e aprendizado.
É também por meio dessas experiências que novas gerações conhecem e valorizam as tradições de seus antepassados.
A força do São João de Atalaia
A presença de grupos como Asa Branca e Sanfona do Rei ajuda a compreender a importância das quadrilhas para a cultura de Atalaia.
Em 2026, a Prefeitura de Atalaia realizou o Pré-Junino do Interior, com participação de quadrilhas juninas e atrações de forró pé de serra, reforçando a importância das manifestações tradicionais dentro do calendário cultural do município.
Assim, cada quadrilha que entra na arena leva consigo muito mais do que uma coreografia. Leva o nome de uma comunidade, o esforço de seus integrantes e a memória de uma tradição que continua sendo renovada.
A Asa Branca e a Sanfona do Rei fazem parte desse universo em que a dança encontra a música, a tradição encontra a juventude e Atalaia encontra no São João uma das formas mais bonitas de celebrar sua cultura.
Fontes
Prefeitura Municipal de Atalaia — registros da programação junina e do Pré-Junino do Interior.
Fundação Joaquim Nabuco — estudos sobre manifestações da cultura popular nordestina.
Universidade Federal de Alagoas (UFAL) — pesquisas sobre cultura popular e manifestações folclóricas de Alagoas.