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| Polícia Civil |
O Ministério Público de Alagoas (MPE) denunciou duas pessoas por estupro de vulnerável e conivência contra a vítima que sofria a violência desde os 12 anos de idade e teria engravidado três vezes em decorrência dos crimes. A denúncia foi efetuada nesta quinta-feira (28).
Os denunciados são o padrasto da vítima, apontado como o autor do estupro, e o primo dele, que teria assumido e registrado a paternidade do primeiro filho da vítima para encobrir a participação do primeiro. Com a denúncia, o órgão ministerial pede também a manutenção da prisão preventiva dos dois.
O promotor de Justiça Sílvio Azevedo afirma que a vítima tinha medo do padrasto, com quem convivia na própria casa. interpreta os crimes como uma estupidez e esclarece sobre a necessidade de os denunciados serem mantidos presos.
“A menina que começou a ser abusada aos doze anos, ameaçada, silenciou, engravidou aos catorze. O padrasto, o estuprador, para se livrar e continuar com a violência sem que a companheira e mãe da vítima , que também era estuprada, desconfiasse, combinou com o primo para assumir a paternidade, mas não parou por aí, os estupros tiveram continuidade e mais duas crianças nasceram. Então, denunciamos os dois, defendemos a prisão preventiva porque entendemos que o primo do autor, ao se dizer pai da primeira criança fruto do estupro, compactua com o crime e em liberdade colocariam a vida delas em risco”, ressalta Azevedo.
O advogado de Clécio Zeferino teria entrado com o pedido de relaxamento de prisão.
“Assim, o denunciado Clécio além de conivente, ao registrar uma filha da vítima como pai, cometeu o crime tipificado no art. 242”, explica o promotor de Justiça."